CENTRAIS SINDICAIS PROTESTAM CONTRA FIM DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

As centrais sindicais organizaram, nesta terça-feira (11) em todo país, protestos em frente às Superintendências Regionais do Trabalho. Em São Paulo, o ato ocorreu na Rua Martins Fontes, 109, na região central, com a presença de centenas de sindicalistas.
As manifestações ocorrem após, no último dia 3, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmar a extinção do Ministério do Trabalho a partir de 1º de janeiro – quando o presidente Jair Bolsonaro assume a presidência da República. Na ocasião, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, ressalta que os trabalhadores devem sim defender um dos seus mais importantes patrimônios que tem feito a diferença na defesa de seus direitos. “Não podemos permitir que nesse momento, onde enfrentamos uma crise sem precedentes que retirou direitos e acabou com milhares de empregos, o novo governo venha com uma solução mentirosa com o fim de um Ministério do Trabalho.”

O sindicalista perguntou: “A quem interessa o fim do Ministério do Trabalho?”, segundo Torres os maiores interessados são os empregadores que não oferecem condições dignas de trabalho, nem mesmo salários justos e a garantia de direitos. “Vamos nos preparar para, que em 2019 estejamos fortalecidos e unidos para impedir a retirada de mais direitos.”

Marco Antonio Melchior, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, esteve no ato e agradeceu a mobilização da classe trabalhadora em defesa da instituição que a 88 anos desenvolve uma importante luta na história do Brasil. “O Ministério do Trabalho tem papel fundamental como órgão fiscalizador, parceiro e protagonista na luta pelos direitos dos trabalhadores.”

João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, ressalta que o Ministério do Trabalho desempenha um importante papel na fiscalização e no equilíbrio das relações entre capital e trabalho. “As demandas dialogadas de forma democrática, com importante atuação deste Ministério, contribuíram significativamente para o avanço das relações de trabalho”, destaca.

As informações são da Rádio Peão Brasil

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