SEGURO-DESEMPREGO: GOVERNO ESTUDA PAGAR MAIS DUAS PARCELAS, MAS PARA MENOS TRABALHADORES

O governo fez uma contraproposta às centrais sindicais que buscam a ampliação das parcelas do seguro-desemprego aos trabalhadores demitidos na pandemia.

Segundo integrantes do grupo de trabalho, criado no âmbito do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo aos Trabalhadores (Codefat), a equipe econômica estuda pagar mais duas parcelas do seguro, mas reduziu para menos da metade o público que poderia se beneficiar com a medida. Outra proposta é pagar R$ 600 para quem não teve direito ao benefício.

De acordo com a proposta apresentada nesta segunda-feira, o universo de beneficiados baixou de 6,5 milhões de demitidos, estimados inicialmente, para 2,76 milhões. Com isso, o custo projetado em R$ 16,4 bilhões caiu para R$ 7,3 bilhões.

A medida será discutida na próxima reunião do Codefat, marcada para sexta-feira. Ela precisará ser votada pelo colegiado, que é tripartite, formado por representantes do governo, dos empregadores e trabalhadores.

Se aprovada, será necessário editar uma medida provisória (MP) para liberação de crédito suplementar. A explicação do governo para reduzir o universo de beneficiados é o fim do período de calamidade, em 31 de dezembro. Depois desse prazo, o governo não poderá fazer gastos fora do orçamento.

Sergio Luiz Leite, Serginho, representante da Força Sindical no CODEFAT alerta que a alternativa não é vantajosa porque muitos trabalhadores demitidos durante a pandemia ficariam de fora Por isso, foi sugerido um corte nas demissões, entre 20 de março e 31 de julho. Ou seja, quem foi demitido a partir desta data não poderá ganhar o benefício extra.

As parcelas do seguro-desemprego variam entre três e cinco, de acordo com o tempo de serviço. O valor médio das parcelas é de R$ 1.285.

Outra proposta: Pagar parcelas do auxílio emergencial Diante da falta de consenso na equipe econômica, também sugeriu, de última hora, a ideia de pagar três ou cinco parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 para um grupo de 256 mil trabalhadores que foram demitidos e não tinham direito ao seguro-desemprego.

O prazo para cadastramento no site e aplicativo da Caixa Econômica Federal para requerer o auxílio emergencial t