Vagas precárias diminuem o desemprego enquanto renda média despenca

A taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano


A taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre. Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93,0 milhões, com crescimento de 4,0%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (30) pelo IBGE. A retomada acontece devido ao arrefecimento da pandemia e à cobertura vacinal. O desemprego, entretanto, ainda é muito alto.

Apesar do avanço no número de pessoas ocupadas, o rendimento real habitual foi de R$2.459, queda de 4,0% frente ao último trimestre e de 11,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Já a massa de rendimento (R$223,5 bilhões) ficou estável nas duas comparações. Esses números indicam que o aumento da ocupação foi puxado por postos de trabalho com salários menores, um crescimento em ocupações com menores rendimentos.

Também houve crescimento no contingente de trabalhadores por conta própria (3,3%). São 25,5 milhões de pessoas nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa. Esse contingente inclui os trabalhadores que não têm CNPJ, que cresceram 1,9% frente ao último trimestre. Com isso, a taxa de informalidade chegou a 40,6% da população. São 38 milhões de trabalhadores nessa situação.