#600CONTRAFOME – CENTRAIS SINDICAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS FAZEM ATO HOJE

Pandemia, falta vacina, emprego, o povo brasileiro está passando fome e a redução do valor e do alcance do auxílio emergencial é um crime cometido pelo governo. Por isso, na quarta-feira (26), a partir das 10h, as Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais, de forma unitária, farão ato presencial em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. Presencial e nacional, porém sem aglomeração e sob todos os protocolos sanitários para evitar contágio e propagação do Coronavírus, em respeito à vida, à ciência e às famílias de quase meio milhão de pessoas que morreram na em consequência do Covid-19 e do negacionismo e incompetência do governo federal.

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, Pública, CSP-Conlutas, CGTB, CONTAG, MST e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram o ato 26M em defesa do auxílio emergencial de R$ 600,00, contra a fome e a carestia, por vacina no braço e comida no prato. Também ratearam o custo das doações de três toneladas de alimentos agroecológicos a trabalhadores cooperativados. A mobilização terá as presenças e falas dos presidentes nacionais das centrais sindicais e das lideranças dos movimentos sociais, além de parlamentares. Todos falarão do alto de um caminhão de som, voltados ao Parlamento.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical destaca a importância da luta pelo auxilio emergencial de 600 reais, para combater a fome da população que mais necessita neste momento de crise sanitária e econômica que o País atravessa em razão da Covid-19. “Milhões de brasileiros e brasileiras estão passando fome, sem emprego, renda e moradias dignas, e precisam urgente do auxílio de R$ 600. Deixá-los nesta situação de carestia é um crime, tanto quanto o genocídio das quase 500 mil pessoas por covid no Brasil causado pelo negacionismo e pela incompetência do governo federal”.

“O auxílio emergencial de R$ 600 mensais foi pago a mais de 68 milhões de brasileiros em 2020, garantindo-lhes segurança alimentar e renda para a compra de produtos essenciais e ajudando a economia do País”, lembra Miguel Torres, presidente da Força Sindical O ato, que será integralmente transmitido, ao vivo, para todo o Brasil, via redes sociais e Youtube dos organizadores, marcará o lançamento e a entrega a lideranças partidárias no Congresso Nacional da primeira Agenda Legislativa das Centrais Sindicais. Os sindicalistas também solicitaram audiência com os presidentes Arthur Lira (Câmara dos Deputados) e Rodrigo Pacheco (Senado) aos quais entregarão o documento.

Feita em conjunto com o DIAP, a Agenda é uma forma de resistência e atuação propositiva junto ao Congresso Nacional, que traz o posicionamento e faz propostas do movimento sindical a 23 projetos em tramitação na Câmara dos Deputados e Senado. Esses projetos afetam diretamente a vida e os direitos da classe trabalhadora, como a reforma administrativa, privatizações, auxílio emergencial, geração de emprego e renda.

30 MILHÕES SEM AUXÍLIO Em 2020, o auxílio emergencial foi de R$ 600, chegando até 1,2 mil para mães chefes de família com filho menor de 18 anos. Neste ano, por decisão do governo federal, esse valor vai de R$ 150 a R$ 375, no máximo. No ano passado, 68 milhões de brasileiros tinham direito ao auxílio por conta da pandemia.

Neste ano, esse número, segundo o Dieese, baixou para 38,6 milhões de beneficiados. Em consequência das novas regras impostas pelo governo federal, quase 30 milhões de brasileiros passaram a viver em insegurança alimentar.

Hoje, o Brasil tem 14,5 milhões de famílias vivendo em extrema pobreza registradas no CadÚnico (Cadastro Único do governo federal), ou seja 40 milhões de pessoas, o maior número desde 2012, quando o cadastro foi criado.

Os R$ 600,00 garantiam a segurança alimentar e a roda da economia girando, em 2020, quando a cesta básica nas maiores capitais do país superava o valor de R$ 500,00. Neste ano, subiu e custa R$ 600,00, enquanto o auxílio, para milhões, baixou a menos de um terço do valor do ano passado.